| O uso do audiovisual no Licenciamento Ambiental Federal Durante a Fase 2, o PEA Redes da Baía de Guanabara realizou uma pesquisa voltada para o uso do audiovisual no Licenciamento Ambiental Federal (LAF) no ambiente dos PEAs, com o objetivo de entender em que medida essa linguagem vem contribuindo para ampliar compreensão, qualificar a participação social e gerar encaminhamentos práticos nos territórios. Levantamentos da pesquisa O trabalho combinou dois instrumentos complementares entre março e maio de 2025: (1) formulário digital para mapear volume, plataformas e usos; (2) entrevistas em profundidade para recuperar processos, decisões e resultados percebidos. A análise, fundamentada nos dados coletados, mostrou um campo já consolidado em produção: 1.067 peças publicadas entre 2019 e 2024, com pico em 2022; o YouTube aparece como principal repositório, seguido por WhatsApp, Instagram e Facebook. A adoção da comunicação digital acelerou no período da pandemia da Covid-19 e integrou o vídeo às rotinas dos projetos — do diagnóstico às devolutivas públicas. Pontos centrais Três achados estruturam a narrativa da pesquisa. Primeiro, o audiovisual amplia a compreensão de temas técnicos entre públicos com diferentes níveis de letramento, sobretudo quando parte de situações concretas do território. Segundo, quando cocriado com os grupos locais, o vídeo funciona como mediação: convoca para atividades, sustenta cine debates e registra acordos. Terceiro, a ecologia de formatos importa: peças curtas (~1 min) mobilizam e organizam o fluxo informativo; peças longas (~20 min) sustentam processos formativos e debate qualificado. Pontos positivos e negativos Positivos: maior adesão de públicos que não se engajam com materiais escritos; reuso das peças em atividades presenciais; relatos de respostas institucionais após exibições e de acesso a serviços quando ofícios pouco formalizados são documentados. Negativos: risco de exposição indevida se a edição não resguarda pessoas e ofícios; sobrecarga informacional em roteiros densos; gargalos de acessibilidade que não se resolvem apenas com legendas; limitações de conectividade e armazenamento; fragilidade de acervos dependentes de plataformas privadas. Onde melhorar Definir objetivos mensuráveis por peça (para quem, para quê, como será usada e como será avaliada). Assegurar construção coletiva, roteiros enxutos e atenção na edição. Planejar acessibilidade (audiodescrição e mediação presencial quando necessário). Alinhar calendário e janelas de publicação aos hábitos locais e acionar articuladores comunitários após a postagem. Organizar guarda e acesso físico de acervos, através de unidades de armazenamento como HDs, pen drives, etc. Para onde ir Entendemos que é fundamental que método e métrica caminhem juntos para conectar consumo, compreensão e desdobramentos práticos. Combinar indicadores digitais (alcance, visualizações, retenção, interações) com escuta sistemática em campo (devolutivas de cine debates, relatos de uso em espaços institucionais, mensagens). Padronizar instrumentos simples: objetivos de cada peça, protocolo de edição responsável, calendário/janelas de publicação, guia de mediação com perguntas-chave para exibições e formulário curto de devolutiva para auxiliar na constante evolução do processo. Conclusão A partir da pesquisa, podemos constatar que o audiovisual é uma ferramenta potente no LAF: quando cocriado com os públicos e contextualizado nos territórios, ele amplia a compreensão de temas técnicos, fortalece a participação social e gera encaminhamentos concretos — do debate qualificado à incidência junto ao poder público. O passo seguinte é operar com intencionalidade e método: definir objetivos por peça, combinar métricas digitais com escuta em campo, garantir acessibilidade e transparência na edição; organizar a preservação do acervo para além de nuvens e plataformas virtuais. Assim, cada vídeo deixa de ser um fim em si e passa a contribuir na gestão ambiental pública. |
| Confira um pouco da experiência do PEA Redes da Baía em exibições audiovisuais para o público diversificado: |
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| Cine debate com os pescadores e catadores de caranguejo no Quilombo do Feital – Magé/RJCine debate com os trabalhadores do transporte aquaviário na Barcas Rio – Rio de Janeiro/RJ |
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| Cine debate com a Capitania dos Portos do Rio de JaneiroCine debate com os estudantes da Fundação de Estudos do Mar (FEMAR-RJ) |
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| Exibição para os estudantes do Departamento de Didática da Escola de Educação da UniRioMesa Redonda “A participação social na gestão da Baía de Guanabara” – promovida pelo PEA Redes da Baía |
| Atenciosamente, Equipe PEA Redes da Baía de Guanabara |





